Frederico Ming

fredericoming

NOME: Frederico Ming

ESTADO: São Paulo

PROFISSÃO/ATUAÇÃO NA CERVEJA: cervejeiro caseiro

*

1) Melhor Ale produzida no Brasil

Júpiter APA. Nos últimos lotes, se superou e atingiu uma boa equação entre os elementos da cerveja, equilibrada, refrescante e viva.

2) Melhor Lager produzida no Brasil

Bamberg Rauchbier: sempre um intenso prazer.

3) Melhor Ale estrangeira à venda no Brasil

Difícil saber, a cada momento uma cerveja… Ficarei com a Thomas Hardy’s ale.

4) Melhor Lager estrangeira à venda no Brasil

Das que andei tomando, fico com a Brooklyn Lager

5) Melhor chope nacional ou estrangeiro à venda no Brasil

Saison Dupont

6) Melhor bar cervejeiro nacional

Empório Alto dos Pinheiros

7) Melhor cerveja caseira

Saison do Marcelo Citadini Alevato

8) Melhor cerveja que ainda não chegou ao Brasil

SawMill The Doctor Doppelbock. Cerveja neozelandesa muito bem feita e equilibrada, cheia de sabor…

9) Melhor blog ou site cervejeiro

Homini Lúpulo e Goronah

10) Melhor rótulo de cerveja, nacional, importado ou caseiro

Brewdog Abstract Series.

11) Melhor evento cervejeiro nacional

Encontro nacional das AcervAs no PR.

12) Novidade do ano

Boas cervejas que antes eram caseiras começam a povoar as prateleiras. Viva la revolución, las ciganitas e as cooperativas cervejeiras !

13) Melhor fato cervejeiro

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) ter aberto conversações e consultas públicas a fim de tentar mudar o panorama legal do universo cervejeiro, ampliando possibilidades de registros, aceitando rever os conceitos sobre o que é cerveja, incorporando maior gama de receitas e ingredientes. Apesar de corrermos o risco de ficarmos engessados nos moldes do Beer Judge Certification Program (BJCP) e dos dogmas da escola dos EEUUAA, algo está mudando, e as pessoas e instituições começam a pleitear mudanças. Será que vai? A esperança é a última que morre!

14) Pior fato cervejeiro

A sociedade vive de um lado a abertura para o novo no mercado de cervejas especiais e, de outro, na contramão da expansão observada em todo o País, um surto de extremo conservadorismo radical, que associa bebidas alcoólicas a todos os males do ser humano e sua vida em cidades. Florescem por aí discussões um tanto reacionárias, que pleiteiam cercear e inibir as atividades cervejeiras, frear o consumo, afastar a bebida da vida social, proibindo ou sobretaxando ainda mais o produto. Políticos e setores da sociedade com propostas como proibir o ato de beber na rua e em locais abertos, propostas de aumentar ainda mais o imposto das bebidas alcoólicas para inibir o consumo e aumentar a arrecadação do Estado ameaçam nossas liberdades de fazer, tomar e festejar a cerveja.

15) Previsão cervejeira para 2014

O mercado está se ajeitando, surgem muitas marcas e estilos novos nas prateleiras, marcas aparecem, marcas somem. De alguma forma estamos caminhando para novos entendimentos sobre o que é uma cerveja espetacular, e as pessoas tendem a descobrir e considerar outros estilos e escolas cervejeiras como a preferência da vez, dar mais valor e importância para o equilíbrio, o drinkability, a harmonia dos elementos sensoriais. Nesses últimos anos, a escola americana tem nos influenciado muito, formado conceitos, moldado gostos, tendências e modas dentro da nossa incipiente escola cervejeira brasileira, que nesse momento de expansão e lançamento de novas bases, os têm, às vezes, seguido e venerado como os únicos deuses cervejeiros. Seus lúpulos doidos e sua radical força de expressão pelo sur-plus de álcool e lúpulo têm encontrado reverberação em nossas preferências, mas também começamos a entender outros tipos de sutilezas, como as propostas pelas escolas belga e inglesa, que sabem também criar explosões nos sentidos e contam com a importância de serem um mínimo equilibrados e harmônicos. É verdade que a generosidade de publicações, textos e informação cervejeira disponível na internet e em publicações que nos chegam, em sua maioria veio dos EEUUAA. Vieram também muitos de seus produtos, sua maneira de catalogar (BJCP, BA), pensar e fazer cerveja junto com esse material. (Agradeçamos aos americanos que os publicaram! – Nas outras partes do mundo, os cervejeiros não tendem a propagar e dividir seus conhecimentos como fazem alguns americanos, guardam seu conhecimento em guildas provinciais.) Sinto que o caminho esta convergindo para novos conceitos, uma maior valorização de cervejas feitas com mais harmonia, equilíbrio, drinkability, e porque não, inventividade, em complementação à moda unicamente das cervejas extremas (com muito input sensorial e desequilíbrio para o álcool ou lúpulo), que muitas vezes não são, a meu ver, tão versáteis para as ocasiões que nosso clima e nossas comidas nos oferecem.

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