Fernando Pacheco

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NOME: Fernando M. Pacheco

ESTADO: São Paulo

PROFISSÃO/ATUAÇÃO NA CERVEJA: Geógrafo, dono do blog O Mosto Crítico

*

1) Melhor Ale produzida no Brasil

Júpiter APA. Não chega a ser uma session beer. Mas, comparada a todas as IPAs, a todas as imperials e à maioria das cervejas belgas que tomei nestes últimos anos de frenesi cervejeiro, uma boa Pale Ale, como a Júpiter, é um refresco.  E nesse quesito não tem no mercado brasileiro nenhuma cerveja melhor do que ela. A cada novo lote essa cerveja fica mais aromática e mais redonda. Eles não se prendem a uma variedade de lúpulo, mas ao que houver disponível de mais fresco. E depois de beber tanta cerveja americana velha sem aroma e com gosto de prego enferrujado, nada melhor do que uma APA jovem e bem cuidada. Se o preço ainda pesa para uma cerveja que não mata a minha sede em apenas 300ml, eu acredito que, com o sucesso da empreitada dos irmãos Michelsohn, sua cerveja carro-chefe deve ficar cada vez mais acessível.

2) Melhor Lager produzida no Brasil

Bamberg Bambergerator. Nunca é fácil encontrar as sazonais da Bamberg em São Paulo, mas entre todas, a Doppelbock deles deve ser a mais disputada. Esse ano não consegui uma garrafa sequer, mas pelo menos bebi duas canecas  no Empório Alto dos Pinheiros, antes de o chope esgotar. Sem dúvida alguma, minha Bamberg preferida. Ótimo equilíbrio, nunca deixa o dulçor sobressair. Tem o corpo ligeiramente mais fino que as alemãs, o que só aumenta a potabilidade. Só espero que dobrem a produção dessa cerveja para o próximo inverno, pois dois chopes foram muito pouco.

3) Melhor Ale estrangeira à venda no Brasil

Brewdog Dead Pony Club. Falando em refresco, não tem nenhum melhor do que esse à venda no Brasil. Pelo menos, nenhum mais cheiroso do que esse. Cerveja para ser consumida aos litros, pelo menos para os poucos que têm um bolso capaz disso.

4) Melhor Lager estrangeira à venda no Brasil

Bernard Celebration Lager. Quando vou comprar cerveja no supermercado perto de casa, minhas opções ficam um pouco limitadas. Essa rede não é a mais conhecida por cuidar bem das cervejas, então descarto receitas americanas e outras mais lupuladas, mas não a Bernard. Só pela garrafa já seria uma boa compra, em qualquer loja de decoração fajuta você irá pagar mais caro por garrafa semelhante, porém vazia. Mas no supermercado, por R$10 compro uma bela garrafa, com uma deliciosa Pilsen checa dentro. Não sei se é por conta do vasilhame bem lacrado e com vidro espesso ou da fermentação secundária na garrafa, mas essa Lager sobrevive muito bem às agruras da prateleira do supermercado.

5) Melhor chope nacional ou estrangeiro à venda no Brasil

STP/Prima Satt/Nacional Cafuza. Não conheço ninguém que tenha saído ileso da festa de lançamento da Cafuza, feita em parceria com a Cervejaria Nacional. Não é o tipo de cerveja mais indicada para ser consumida aos pints, mas foi o que fizemos. O chope estava deliciosamente perigoso e quem assumiu o risco não se arrependeu.

6) Melhor bar cervejeiro nacional

Cervejaria Nacional. Passados dois anos, vejo que ela atingiu a maturidade. O cardápio está mais objetivo, o serviço mais redondo e o clima da casa, mais descontraído. O bar já conta com uma clientela fiel, que já sabe na ponta da língua qual cerveja irá pedir. As cervejas sazonais também têm estado cada vez mais interessantes e são sempre uma boa desculpa para voltar lá.

7) Melhor cerveja caseira

(não respondeu)

8) Melhor cerveja que ainda não chegou ao Brasil

(não respondeu)

9) Melhor blog ou site cervejeiro

O Cru e o Maltado. Um trabalho de fôlego magnífico e sem igual o do Alexandre Marcussi. Seu texto é muito aprofundado e ao mesmo tempo acessível, independentemente do nível de conhecimento do leitor. Não há blog como esse!

10) Melhor rótulo de cerveja, nacional, importado ou caseiro

Bamberg Weizenbock Dunkel. Gosto de todos os rótulos das sazonais da Bamberg, bem mais descontraídos do que os primeiros da marca. O prêmio desse ano vai para o novo rótulo deles, a Weizenbock Dunkel e seu bode alemão mau-humorado.

11) Melhor evento cervejeiro nacional

Lançamento da Cafuza na Cervejaria Nacional. Não era um festival, não era uma balada. O evento só tinha uma estrela, a Cafuza Imperial Black IPA.  Mas quem foi não vai esquecer tão cedo daquela noite. Ou, se tiver esquecido, ao menos do dia seguinte deve se lembrar.

12) Novidade do ano

Cervejaria Júpiter. Cerveja fresca, local e bem cuidada. É isso que define, para mim, a Júpiter. Tive o prazer de conhecer os irmãos Michelsonhn ainda na fase de testes do seu primeiro lançamento, em março de 2013. Em menos de um ano eles foram de homebrewers sonhadores (pelo menos essa foi minha primeira impressão deles) para empresários promissores. Os rótulos, a divulgação e as receitas são muito bem pensados, mas o mais importante mesmo é que as cervejas são muito boas e fáceis de encontrar, pelo menos para quem mora em Pinheiros, como eu e eles.

13) Melhor fato cervejeiro

Nova geração de cervejeiros, blogueiros e sommeliers dando as caras. Eu, pelo menos, já estava cansado daquela velha guarda, com aquele discurso careta sobre a importância da cultura cervejeira, posando com uma taça de Eisenbahn Lust Prestige para tudo que era matéria sobre o “novo mercado de cervejas gourmet”.

14) Pior fato cervejeiro

São Paulo é o túmulo dos bares cervejeiros. Esse ano descobri que em apenas uma rua de Curitiba há mais bares cervejeiros legais do que em toda São Paulo.

15) Previsão cervejeira para 2014

Essa é fácil! Prevejo que São Paulo irá se transformar na capital mundial das franquias de bares cervejeiros estrangeiros. Quando será que abre o BJ’s?

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